Descrição
Em 1948, Luiz Antônio da Silva tinha apenas 13 anos de idade quando o já reconhecido Mestre Vitalino chegou para morar no Alto do Moura, levando para lá a força da arte figurativa.
A localidade – que se tornaria bairro de Caruaru nos anos de 1980 – já tinha tradição na cerâmica utilitária – meio de vida dos oleiros Antônio José da Silva e Maria Tereza da Conceição, pais de Luiz Antônio, com os quais aprendeu a lidar com o barro.
Ter sido contemporâneo de Vitalino, além de orgulho pelos anos de convivência, foi fundamental para a definição de sua linha criativa e amadurecimento técnico. “Ele sempre lutou pelos artesãos para que todos vivessem de sua arte. Tenho muito orgulho de ser seu discípulo”, afirma o mestre Luiz Antônio, o mais antigo artesão em atividade de Caruaru.
Grande observador, mestre Luiz Antônio definiu estilo próprio ao transpor para a cerâmica a temática das profissões em criações inspiradas em situações presenciadas por ele. O eletricista em cima do poste surgiu na época da eletrificação do Alto do Moura; a banda de pífanos quando viu pela primeira vez uma apresentação, em 1977, no centro de Caruaru; o fotógrafo e o cinegrafista, uma ideia nascida na época das gravações do curta-metragem Adão foi feito de barro (1982), com direção de Fernando Spencer e produção de Vital Santos, que retratou a vida dos ceramistas do Alto do Moura, entre eles, Luiz Antônio; a peça do parto cesáreo registra o nascimento de um filho, um dos poucos que não nasceram em casa, entre tantas histórias e personagens.











